4 Formas de Mitigar a Dependência dos Sócios num Processo de Venda de uma Empresa - HMBO
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4 Formas de Mitigar a Dependência dos Sócios num Processo de Venda de uma Empresa

4 FORMAS DE MITIGAR A DEPENDÊNCIA DOS SÓCIOS NUM PROCESSO VENDA DE UMA EMPRESA

4 Formas de Mitigar a Dependência dos Sócios num Processo de Venda de uma Empresa

Muitos fundadores e empresários dedicam grande parte das suas vidas às suas empresas. Desenvolvem os processos, constroem fortes relacionamentos com clientes, criam uma cultura na empresa, recrutam bons colaboradores e fazem com que as empresas cresçam e sejam bem-sucedidas nos mercados onde operam. Este conjunto de esforços faz dos sócios, as pessoas mais importantes nas organizações, concentrando em si as principais responsabilidades, decisões, força comercial e know-how.

A extrema preponderância dos sócios (ou de outra qualquer pessoa) no dia-a-dia de uma empresa pode afigurar-se um obstáculo no momento em que a mesma entra num processo de venda. Uma empresa fortemente dependente de pessoas-chave aumenta o seu risco percebido no mercado o pode mesmo dissuadir o interesse dos potenciais investidores.

 

Abaixo deixamos um conjunto de sugestões que ajudam a mitigar o risco de dependência dos sócios num processo de venda:

1. Começar a reduzir a dependência antecipadamente

 

Antes mesmo do timing da entrada num processo de venda, os sócios da empresa devem preparar esta fase. Deverão ser tomadas um conjunto de medidas que façam com que o valor da empresa no mercado aumente e que os fatores de risco sejam eliminados. É essencial começar a delegar responsabilidades para que o papel dos sócios seja gradualmente menos relevante na continuidade da empresa.  Este fator é ainda mais fulcral quando o potencial investidor for um investidor financeiro (p.ex: private equity)  que não possui know-how específico do negócios/sector.

 

2. Encontrar uma equipa de gestão profissionalizada

 

Uma equipa de gestão profissionalizada traz novas perspectivas de gestão que influenciam as práticas de negócio e ajuda os sócios a identificar os principais desafios da empresa. Apesar de, em alguns casos, existir resistência em relação à ideia da empresa possuir uma equipa gestão independente, especialmente em empresas familiares, uma gestão profissionalizada é útil para expansão do potencial no negócio, trazendo experiência de fora, que muitas vezes é inexistente. Nem todas as empresas terão de possuir as funções de CEO, CFO ou COO, no entanto é essencial que as responsabilidades correspondentes estejam devidamente distribuídas no seio da empresa.

 

3. Documentar a informação chave/criar procedimentos 

 

É fulcral documentar a informação chave do negócio assim como criar procedimentos acerca das rotinas de gestão para que nenhuma informação se perca com a saída dos sócios. Em muitas PME, é comum muita informação (p.ex. acordos com clientes ou fornecedores) estar apenas na mente dos sócios, não existindo quaisquer registos ou contratos.

 

 

4. Disponibilizar-se para um período de transição

 

Em alguns casos, os potenciais investidores exigem permanência dos sócios na empresa por um período de transição (entre 2 a 5 anos) na qualidade de colaboradores ou consultores externos.

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